quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sintra...2 e 5 Outubro




Como já tinha ouvido falar, esta vida tem cada vez mais adeptos e isso provou-se neste dois dias em que fui acompanhado por mais 4 novos aventureiros.....

Eis que os "Bravos do Pelotão" de seu nome...Ricardo, Luís, João e Nuno....se fizeram aos trilhos pela bela serra de Sintra.....

Em ambos os dias paragem obrigatórios no "Preto" para mais uma vez colocar os níveis de cafeína ao rubro....estacionamento no 1º dia na Lagoa Azul e no 2º dia na Barragem da Mula......(de acrescentar que no 2º dia tivemos a companhia do regressado NDraker a estas lides)...


Como para inicio não há muita volta a dar se não subir aí vamos nós a subir durante aproximadamente 4 km....excelente senti que todos estavam tão frescos como se tivessem terminado 4 km a descer....

Após uns breves segundos de paragem para umas voltas mais rápidas por Singles traks e caminhos um pouco mais largos...mas sempre a um bom ritmo......infelizmente no 2º dia e após um largo periodo de ausência da serra de Sintra, o que era um belo trilho agora transformou-se num saltar de muros....mas nada impede estes bravos de prosseguir a grande aventura.....no entanto este 2º dia estava mesmo encalhado que o regressado NDraker deu em partir o Drop Out......dizem os mais novatos do pelotão que já não estava a aguentar o ritmo e vai de dar uma porrada no respectivo.....no entanto os restantes heróis seguiram rumo a mais uns km de prazer....em ambos os dias paragem obrigatória para atestar os bidões no----------- só que no primeiro dia toca a subir até á Peninha....ou é praxe ou não é....e para provar que dos fracos não reza a história todos nós em grande estilo conseguimos superar mais este prémio de 1º categoria e aonde senti que todos os que me acompanhavam estavam deslumbrados com a paisagem desfrutada...


Após uns minutos de descanso umas fotos para provar aos amigos fortes de línguas mas fracos de pernas e espírito que afinal estávamos lá....agora toca a descer...sempre a descer.....paragem numa fonte bem natural...para mais uma vez atestar os bidões e aqui vamos nós...eis que.......cortada á direita de dois desconhecidos......criando em nós um sentimento de "também queremos"...no 1º dia só 3 mas no 2º aí já todos...a fazer os trilhos das Pontes....excelente é a palavra que apetece dizer e agradecer ao malogrado Diamantino o qt de bem ele fez ao nosso desporto qd "produziu" esta bela obra de arte....



Quero agradecer a todos os quantos me acompanharam a paciência que tiveram para me aturar...e para alguns as melhoras dos riscos das "Balsas" e dos dedos mais obesos.....






Brevemente por certo vai haver mais...com local e hora a combinar.....



Um abraço





Paranhos

domingo, 25 de setembro de 2011

Barcelos 5 Cumes

Após alguns km já da longa carreira de BTT, eis que mais um novo desafio se coloca pela frente.


Como a vontade era muita de me deslocar até Barcelos e após alguns preparativos eis que se marca a ida e se junta mais alguns condimentos a toda esta ementa já ela prometida como bastante apetecível.


Fim de semana em Família na bela cidade de Braga, ida até ao estádio do Dragão ver o meu Glorioso.


No Domingo logo pela manhã saída bem cedo com um bom pequeno almoço para acrescentar as reservas para mais um convívio em terras para mim nunca cicláveis.


Como se tratava de uma maratona de organização pró, eis que os Dorsais já tinham chegado a mim em Lisboa....ou seja...nada de filas nem de esperas....como já tenho referido e mais uma vez se comprova lá apareceu mais uns camaradas desta vida a Mena da zona saloia e alguns elementos de Aveiro (BTT Oiã e Galitos)......este tipo de convívio é também para mim um ponto alto do dia.


Chegada á partida por volta das 8h30m.....para não variar algumas centenas de biclas já á minha frente (todas elas em posição de descanso)....a espera não foi dura pois apesar de ainda faltar uma hora para o inicio o convívio e novas amizades fazem-se um instante....



Inicio logo para alongar o pelotão com entrada numa estrada de alcatrão de inclinação ascendente após uns 6 a 7 km entrada no terreno batido para a continuação da respectiva subida, de realçar que toda esta maratona foi percorrida por aproximadamente 3.000 BTTistas e para isso a organização teve o cuidado de preencher os Km com estradões a fim de evitar os engarrafamentos.....com monte a cima e monte a baixo eis que se passam alguns pontos bastante interessantes e belos.....com o passar dos Km e com a falta de ritmo as forças iam começando a esgotar...mas..eis que chega a hora do abastecimento...aqui...tenho dizer que "pareciam 3000 cães a um osso" sem ofensas claro aos intervenientes....mas após o encosto da bicla eis que me apercebo do pq!!! aquelas bolas, aquelas barras, as bebidas energéticas não davam mesmo para ter vontade de sair....mas tinha de ser...e aí vou eu até mais um Cume que me aguardava......após a passagem do 2º e 3º cume eis que a chegada se aproxima, aqui num território mais a meu gosto e a passar muitos dos aventureiros das primeiras subidas em ritmos mais elevados....

716º em mais de 1500 elementos que fizeram os 3 Cumes e 3h 45m para completar os 50km não posso classificar a prestação de negativa pois os treinos têm faltado, no entanto os principais objectivos foram cumpridos...não cair, não sofrer e acima de tudo conhecer mais uns belos trilhos em Barcelos.





De salientar e reforçando mais a nota positiva...os banhos estavam excelentes, e toda a animação evolvente estava TOP.....






Um abraço


Paranhos

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

IV Maratona DãoNelasBTT





Após um longo interregno sem a participação em Eventos organizados, eis que para a nova Época nada melhor que uma ida até Nelas.
Sem duvida que não poderia ser melhor pois o pessoal do DãoNelas não deixa nada ao acaso.


Como para os PóTrilhosBTT o BTT inicia-se logo no convivo, eis que uma visita até á Feira do Vinho logo no Sábado com a familia foi mais que um aperitivo para o dia, (sugiro que para o ano a vossa barraquinha tenha também uma boa pinga para provar, vinho DãoNelasBTT).

Eis que o dia chega e uma grande surpresa logo para começar....CHUVA....todo o equipamento preparado na vespera passou para 2º plano e toca a colocar algo mais aconchegador para a chuva e fresquinho da manhã....

Chegada a Nelas por volta das 8h15m e fila para levantamento dos Dorsais, o que originou um ligeiro atraso na saída....e como mais uma vez se veio a provar esta coisa do BTT provoca convívios em todos os pontos do País e por vezes inesperados foi o caso do encontro com o Camarada Paulo Capinha, pois este amigo é um dos presentes nas voltinhas sempre agradáveis na zona Oeste.


Quanto á meia maratona, só tenho a dizer bem pois a primeira parte até ao 1º abastecimento era bastante rolante dando para fazer uma média mais aceitável, singles tracks num numero bastante aceitáveis sem grandes perigos e aonde se podia "curtir" a vertente técnica com a velocidade.

Pena foi a chuva não permitir em zonas técnicas com pedras umas entradas não tão cuidadas pois em virtude do seu estado encontravam-se bastante escorregadias.



Após o 2º abastecimento aí iniciou-se uma fase não tão rolante provocando que alguns dos aventureiros inicias da grande velocidade ficassem com cambreas, para terminar e após o 2º abastecimentos na bela zona dos Moinhos a subida até Nelas para que o Jerseys chegasse á meta molhado agora de suor...


Como ponto também muito positivo e a qual eu muito valorizo foi a passagem por dentro de algumas povoações dando ainda um maior colorido a toda a envolvente pois como todos nós sabemos cada vez mais nestas zonas do País (interior) existem poucas animações para os locais permitindo aos seus habitantes mais idosos uma distracção com muita cor.


Verifiquei também e como ponto de referencia para outras organizações a grande preocupação de não tornar o percurso exigente fisicamente pois por vezes existem algumas organizações que se esquecem que a grande parte dos frequentadores destes eventos andam para a passear, curtir as paisagens e tirar algumas fotos.

A todos os envolvidos nesta organização um muito obrigado e muitos parabéns, demonstrando que apesar de algumas dificuldades não esperadas (fogos e chuvas de ultima hora) estiveram a altura de as ultrapassar....



Paranhos

domingo, 19 de junho de 2011

Algarviana Junho 2011




“Esta reportagem não é para ser lida é para irem lendo…desculpem a extensão mas não duvidem que mesmo assim só descreve um terço do que devia descrever”




Após algumas semanas de incerteza quanto á realização deste evento, pois o que era um passeio de 25 em Junho de 2010, em Junho de 2011 foi de 9 corajosos que não temeram os tempos difíceis que por aí vinham….e pelo que vi….estes estão todos preparados para as medidas da Troika…..
Saída de Alfragide pelas 18h15, na companhia do Adalberto e já no veículo oficial da Algarviana, a caminho da loja Bike Mania no Seixal. A travessia da ponte 25 de Abril, fez-se quase ao ritmo das subidas á “americana” e só pelas 19h20 é que conseguimos chegar ao primeiro destino, para “carregar” a carga e os corajosos.
Infelizmente e logo á chegada ao Seixal, recebo uma notícia nada agradável, o nosso mecânico oficial, por razões profissionais, não iria fazer parte desta grande epopeia e de 9 passamos 8, mas um pouco mais tarde surge a notícia de que o José Jorge, não se deu por vencido e já estava no comboio e vinha ao nosso encontro passando assim a 9 novamente.
Saída por volta das 21h com tudo arrumado e bem instalado, com duas pequenas paragens em Beja e Mértola para aconchegar o estômago e beber um café, remeteu a chegada a Alcoutim por voltas da 00h15.
Montagem e preparação das Bikes foi feita á chegada a Alcoutim, pois já estávamos no dia 0 e o dormir tinha de ser acelerado para aproveitar o mais possível.

1º Dia

Alcoutim > Barranco do Velho


Após os habituais atrasos na saída, demos o tão desejado inicio com a saída da Pousada da Juventude em direcção ao Km 0. Para mais tarde recordar, eu (Almeida), o Osório, o Carvalho, o Vítor, o Pereira, o Escaleira, o Andorinha, o Miguel e o Zé, pousamos para a foto do grupo da praxe e vamos lá que já se faz tarde.
O 1º objectivo dava pelo nome de Balurcos a 24,2km, com inicio inclinado de forma ascendente, junto ao Rio Guadiana, num ritmo calmo, porque o dia era longo e as energias tinham de ser poupadas, ‘Bocas’ para cá e para lá e cedo chegou a grande contrariedade de todo o fim-de-semana. Por volta do km 12, queda do Escaleira com consequências irremediáveis, a obrigar uma ida até ao centro de saúde de Alcoutim, cujo desfecho foi de ter de haver corte e costura de uma simpática enfermeira, segundo reza a crónica. Mais uns kms e nova adversidade, desta vez apenas com consequências mecânicas, um duplo furo do Andorinha, furo duplo, porque a câmara-de-ar suplente também estava furada. Tempo aproveitado para tirar algumas fotos comprometedoras, que foram alvo de ofertas em €€ bastante tentadoras por parte dos envolvidos, para evitar constrangimentos, (estou ainda a pensar no que fazer com as respectivas). A chegada a Balurcos ficou marcada pela ausência de noticias do camarada Escaleira, contudo, arrancamos para a etapa seguinte e aqui vamos nós a caminho de Furnazinhas, sector com apenas 14,3km, mas constante sobe e desce, até que chega a esperada noticia, o Escaleira estava bem (dentro do possível) e que o condutor de serviço, (na altura o Vítor Silva), ia juntar-se ao grupo no final deste sector, assumindo o Escaleira o banco do condutor, e não é que o rapaz até veio a demonstrar jeito para a coisa!
O 3º Sector levava-nos até Vaqueiros com 20,3km de extensão, num trajecto seco, muito árido e bastante acidentado, cruzado por algumas linhas de água de pequena dimensão e por volta do km 10, uma subida com um grau de inclinação de a rondar os 15% e a obrigar a sujar as botas… isto porque em cima da bicicleta só mesmo o Osório. Consumidos os primeiros 50km do dia e nova baixa, esta por falta de resistência. O camarada Adalberto acabou por se render á elevada exigência física que o percurso impunha, (apesar de todas as brincadeiras á que louvar a força de vontade de alguém que tentou fazer algo muito difícil mas infelizmente não estava fisicamente preparado para o fazer. Deixa lá camarada por certo vão haver mais oportunidades). A chegada a Vaqueiros foi saudada pelo abastecimento que nos esperava, umas sandes deliciosas para matar quem nos tentava matar, (a fome), acompanhadas de umas colas e minis bem frescas… depois de reabastecidos e recuperadas as forças, toca a pedalar em direcção a Cachopo. Para não variar, terreno muito seco, calor abrasador e subidas a condizer. Aqui e com o acumular do desgaste, o ritmo ficou ainda mais brando e a chegada a Cachopo já se fez pelo final da tarde, (eu cheguei eram 18h15m). Todos estes atrasos, acabaram por levantar dúvidas quanto a realização do último sector, pois ainda eram 30km e a segundo a informação que disponhamos, eram 30km muito duros. Após dúvidas e convicções, acabamos por partir apenas 4 para o sector, que rapidamente se dividiram em 2 grupos, o pessoal da 1ª liga, o Osório e Zé e a liga de honra, eu e Vítor. A informação revelou-se certeira e o percurso tinha 5 duras subidas e 4 descidas vertiginosas (a ajudar á festa, fiquei quase sem o travão de traz para o resto dos dias, a avaria não se conseguiu resolver, travava muito pouco ou nada). Na 4ª subida íngreme, perto de Javali, decidimos por unanimidade, fazer os últimos 10km por estrada, assim foi. No entanto as fraquezas apoderaram-se do Vitor e os últimos 3km já os fizemos a bordo da viatura de apoio. Chegada á residencial por volta das 21h20, já com pouca luminosidade e muita fome… acreditem que apesar de algumas vozes mais criticas sobre o jantar, eu achei excelente, (Esparguete com Javali estufado) … huuuummmmm… como o cansaço já se tinha apoderado de todos, cedo chegou a hora do Descanso dos Guerreiros.Alcoutim > Barranco do velho
2º Dia
 
Barranco do Velho > Silves

Foi sem dúvida um dia que se enquadrava mais nas minhas características, percurso mais rolante, as subidas não eram excessivas, ritmo acelerado (tudo dentro dos limites exigidos pela lei). 1º Objectivo, Salir a 14,9km, passagem por algumas aldeias quase desertas onde a nossa passagem se fez sentir de forma ensurdecedora, para os moradores pois só mesmo o barulho dos bichinhos se fazia sentir e paragem em Salir onde se encontrava a carrinha de apoio para o habitual abastecimento, sempre muito eficaz. Objectivo 2 neste dia foi Alte, mas a paragem só se realizou já quase em S.B.Messines e lá foram mais 19,3km. Sem esquecer a passagem pela maravilhosa praia fluvial de Alte, que deu direito a colocar os pés na água fresca e foi com um doping para o resto do dia. Almoço em S.B. Messines as escolhas a penderem para o bitoque mas eu dei preferência ao grão… escolha que acabou por se revelar acertada, porque além de saboroso permitiu recompor as forças para o resto do dia. Etapa seguinte a terminar em Silves, com o calor a fazer-nos centrar o pensamento na piscina do Hotel que se encontrava a 27,6km de distância. Grande parte deste percurso foi feita num vale fluvial, com uma paisagem de cortar a respiração. A mistura da água com o verde e com o castanho de algumas zonas secas… aqui a velocidade foi mais elevada e desta vez o meu material cedeu, parti um raio da roda de traz, nada que retirasse a motivação… chegada á Barragem do Funcho com uma surpresa que fez todo o pelotão chegar as lágrimas aos olhos (de emoção claro), a carrinha com o Adalberto e o Escaleira a dar apoio com maças, água fresca e sei lá o que mais… foi mesmo uma bênção de Deus. Aqui se prova, mais uma vez, que a dupla Adalberto/Escaleira são imbatíveis neste tipo de apoio, mais uma vez parabéns! Despedida desta dupla com um até já, tivemos algo que o Osório já nos tinha avisado… e… toca a subir, subir, subir… acho que ao fim de 3km ainda estávamos a subir… ”Ohhhhh Vitor, fo…..-se” nem com a avozinha nem á americana nem sei lá o quê!!! Só sei que quando cheguei ao topo, olhei para baixo e fiquei sem palavras por tudo o que via… depois foi sempre a abrir até Silves, com a velocidade a rondar os 40 km/h!
Chegada ao Hotel por volta das 17h, descanso e o prometido banho na água gelada da piscina mas ao mesmo tempo medicinal para os músculos.

3º Dia
 

Silves > Marmelete
 
Este dia tinha destinados só 2 sectores… e porquê??? Porque era a chamada etapa rainha… Ah pois é… a 1ª etapa terminava em Monchique, 28,2km, que foram concluídos em aproximadamente 5 horas. Logo á saída de Silves, parti a corrente (+/- 4km), …rápida reparação… e o esperado toca a subir… de seguida, uns 15 km, num constante sobe e desce de partir pernas e cortar o fôlego, seguido de um descer até á cota de 105 mt de altitude, para depois num espaço de 4 ou 5km subir até aos 800 mt, na Picota… aí a vista é realmente inesquecível e alcança uma grande extensão do Litoral do Algarve. Depois de uma extenuante subida foi mesmo reconfortante desfrutar daquela vista… não me posso esquecer de todo o calor, da seca do Bidon e do Camelbak, que só uma fonte de nascente num quintal terminou… momento inesquecível… após uma curta conversa no cimo da Picota, com jovens visitantes, descida alucinante por um verdadeiro Single Track até Monchique… espectáculo divinal… só podia ser mesmo assim para recompensar todo o sacrifício e sofrimento vivido até então.
Almoço de faca e garfo, um bifinho grelhado com arroz para retemperar as poucas forças que sobravam. Após o reabastecimento toca a subir, novamente, passagem no Convento do Desterro, um dos patrimónios mais conhecidos da vila, incompreensivelmente em ruínas. Seguiu-se a travessia de um bosque de eucalipto e subimos em direcção ao ponto mais alto do Algarve, a Fóia (902 metros de altitude). Aos poucos, a paisagem típica da montanha revela-se povoada de arbóreo escasso, mas com densa vegetação rasteira e numerosos afloramentos rochosos. Mais à frente, encontramos um vale muito semelhante às paisagens dos Açores, onde vacas pastam em tranquilos terraços agrícolas. Ao fundo, vislumbramos o nosso destino final, o Cabo de São Vicente. Nova foto de grupo e toca a descer até Marmelete, pois já se faz tarde… a partir daí foi sempre a descer até á Aldeia aonde nos esperava uma grande caracolada, para lembrar o ritmo do dia, média de 7,9km/h... fantásticos… nunca na minha vida, nem mesmo com o David, o meu filho nos passeios familiares… este dia ficará para sempre na minha memória como o dia de maior sofrimento de toda a minha curta vida de BTTista, só posso dizer que valeu a pena… por tudo e por todos os que comigo partilharam este sofrimento bem de perto e eu o deles por certo… nesta etapa… (Pereira, Vítor e Andorinha).

4º Dia

Marmelete > Cabo de São Vicente
 
Depois de tantos Km na companhia de todos os que pedalavam e dos que nos deram apoio, (tão importantes que eles foram), eis que chega o dia da consagração… afinal, uns mais outros menos, todos tivemos momentos de dor para poder levar a nossa vontade de chegar ao fim. No entanto e infelizmente, reparei que existia em alguns com doses muito elevadas de “esteróides” mal “queimados”, nos dias anteriores e a consagração acabou por dar lugar a um ritmo diabólico de salva-se quem puder. Por certo que não era isto o desejado, colocando em causa a realização de um sonho de todos, que era terminar bem e em segurança. Neste dia além do cansaço existiu uma contrariedade adicional, que foi o vento, soprava forte e muitas vezes contra, o que transformava uma recta plana numa subida íngreme. Paragem na Vila do Bispo para um reagrupamento, mais uma vez comprovou-se que ainda alguns tinham muitas calorias para queimar, voltando a colocar essa sua prioridade acima de uma chegada conjunta e triunfante.


Não querendo esquecer ninguém e espero que estes meus agradecimentos não sejam mal interpretados, agradeço o grande apoio do Pedro Escaleira, que mesmo em dificuldades e com um nível elevado de frustração por não poder cumprir um sonho, não abandonou ninguém colocando sempre o seu espírito de sacrifício em prol da ajuda de todos. Mais uma vez um grande obrigado Escaleira pela tua disponibilidade e boa disposição… onde não faltou um grande Show Strip durante a ultima etapa
 


 
948 fotos em: (As fotos publicadas são de 4 elementos minhas, Osórios, José Jorge e Vitor Silva, chamo a atenção também para o facto de não estarem todas pela ordem cronológica pelo facto de existirem máquinas com horas diferentes e dificultam assim a respectiva ordenação)
 
 
Um abraço a todos

Pedro Almeida
 

sábado, 28 de maio de 2011

Tábua BTT - MK Maquinas - 28Maio2011


Muito antes do último fim-de-semana de Maio, que o bichinho de Tábua, os seus trilhos e o empenho da equipa MK Maquinas, andava a preencher a nossa imaginação!

Pouco depois da hora do almoço de Sábado demos inicio à jornada, uma equipa de Lisboa, outra da margem Sul e mais uma de Santa Cruz, ao todo, eram 4 carros, 10 bicicletas e 11 inscritos. Isto porque o Pedro Miguel tinha a sua Cannondale em Paranhos da Beira, em pleno período de estágio.

O primeiro ponto de encontro teve lugar na área de serviço de Aveiras de Cima, uma pequena pausa, que entre outras coisas permitiu tirar algumas das fotos, das quais destaco as fotos do Nuno, que embora ainda não as tenha visto, estou certo que vou gostar do seu ângulo ;).


A paragem seguinte foi Condeixa, desta feita e para variar, área de serviço da Repsol, que além do gasóleo mais barato, ainda tinha uns pasteis de nata XL, deliciosos, contudo houve quem os tenha trocado por uma suculenta sandes de leitão.

Em Tábua a equipa de Santa Cruz esperava por nós e depois de levantar os dorsais, de alguns encontros e desencontros, conseguimos marcar jantar para todos num simpático restaurante em Carregal do Sal, que apesar da sua confortável sala de jantar, foi no café frente a uma 4:3 de qualidade duvidosa que montaram a mesa, a nosso pedido. Claro que na expectativa de assistir a uma grande final da Liga dos Campeões, mas que a bem da verdade a galhofa relegou o futebol para segundo plano e foi com aviso dos mais atentos que conseguimos ver as repetições dos golos.

A tropa da margem Sul pernoitou na casa do Ivo em Carregado do Sal, e os restantes na casa do Pedro em Paranhos da Beira. Desde já um obrigado aos nossos anfitriões, obviamente que subscrito por todos.

Finalmente chegamos à hora da partida, que se fez ouvir na hora marcada e foi aqui que a equipa se desdobrou em todas as frentes, 4 "bravos" para os 70 kms, 7 "realistas" para a prova dos 40 kms.

Esta foi uma prova de que muitos vão sentir vontade de repetir, penso que a excepção que confirma a regra será o Adalberto. O percurso é simplesmente delicioso, muito sinuoso, carregado de paisagens fantásticas, single tracks recheados de aventura, obviamente com perigo à mistura, pontes e pedras misteriosas a reforçar a beleza natural e muita sombra a acompanhar. A juntar a tudo isto uma organização de se lhe tirar o chapéu! O percurso todo muito bem identificado, staff espalhado por todo o percurso, o dorsal com o km de cada ponto de águas, de abastecimento, de assistência e com população a aplaudir em diversos pontos. Posso dizer que cheguei mesmo a fazer 2 metros de estafeta, quando um popular ao ver o meu sofrimento em estilo "americano" na subida, tirou-me a bicicleta da mão, puxou-a até ao topo da subida e voltou a entregar-ma com incentivo, "vá, força, já só faltam 2 kms".

O primeiro a chegar a meta foi o Pedro, porque como excelente comunicador que é abriu o nosso leque de participações ao Passeio Familiar de 25 kms, permitindo desta forma, abraçar todas as vertentes da prova e ao mesmo tempo receber-nos um a um na meta.

O Ivo e o Luís foram os primeiros "realistas" a chegar, o Paulo, o Nuno e o Cândido foram os seguintes, precedidos do Adalberto e eu. O Paulo Osório foi o primeiro dos "bravos" a conseguir vencer os 70 kms, reservando os foguetes para o Helder e o Rodolfo, que não se deixaram levar vencidos pelo sofrimento e conseguiram superar o desafio.

O resultado foi um estupendo fim de semana, com muitos kms de ar condicionado, alguns a pedalar e uns poucos a pé, mas sempre em grande companhia!


NDraker
O pó dos trilhos alimenta-nos o ego

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Gouveia 22 Maio 2011

Após programação atempada para uma ida em família e entre amigos até á minha zona de eleição, eis que o dia chega para mais uma manhã de BTT com a Estrela no horizonte......
Com algum sentimento de pena por não ir fazer a Maratona mas, a razão colocou-se á frente do coração, pois a companhia era demasiado rápida para ter que esperar por mim que por certo eu iria participar com vista a comparecer na "Liga dos Últimos"...
Com a análise da altimetria deu logo para ver que o respectivo perfil nada tinha a ver com o meu perfil, pois rolar era pouco subir era muito.
Saída logo pela manhã de casa com a Serra da Estrela no horizonte para que a mentalização fosse mais rigorosa.....
Chegada por volta das 8h20m, para o levantamento dos Dorsais e o Chip...como já lá vão uns meses largos de aventura por estas andanças, começa-se logo por ver gente conhecida....o Óscar do BTT Oiã... (grande prova camarada.....) e a malta sempre simpática do Dão Nelas....Rijo. Alberto e Vítor.....(boa Vítor, verifico que realmente a Cannondale faz milagres e o resultado viu-se)....
Inicio em partida corrida em direcção á Câmara para aí ser feita a Partida oficial aonde deu para os mais bem preparados colocarem-se logo na cabeça do pelotão......
Logo, logo e logo mesmo que o Km zero era avistado eis que se inicia a grande etapa, e toca lá a subir em direcção ao Curral do Negro....com aproximadamente 3 km em alcatrão, entrada na "terra" para que os pneus não derretessem com o calor.....á medida que a altimetria subia a beleza aumentava chegando mesmo a ofuscar a dificuldade que o traçado criava....sem duvida que por muito que conheça esta serra, esta sem duvida é a minha zona preferida.....passagem por Folgosinho aonde o cheiro da cozinha do Albertino ainda não se fazia sentir...descida até aos viveiros para depois se iniciar mais uma longa...mas mesmo longa subida....ai, ai, ai...com aproximar dos 20km eis que temos o Abastecimento..que bem soube, água fresca umas barras para ajudar e toca a seguir que já se faz tarde....inicio de uma descida para que a média se compusesse um pouco, num curva contra curva eis que se avista um vale de uma beleza estraordinária e aonde mais uma vez senti um retemprar das forças....como o BTT para mim é festa convívio e amizade eis que encontro um companheiro em grandes dificuldades pois tinha um furo e já não tinha camaras de ar.....e aí o meu espirito veio ao de cima e dispensei a minha para que pudesse beneficiar do percurso até ao fim....(hoje por ele espero que amanhã por mim)......após circular o vale, deu-se inicio até ao ponto mais alto....1281mt de altitude, aí o calor já se fazia sentir e as forças começaram a faltar....

Daí em diante a paisagem manteve-se no entanto iniciou-se a descida até Gouveia,
aonde o perigo era bastante pois o piso demasiado "escorregadio" devido á gravilha tornando-se perigoso e provocando algumas quedas entre elas a minha.....mas nada de grave....
Chegada com o objectivo conseguido, aonde consegui dar 30 min de avança ao meu companheiro de aventura Filipe Lopes......eu fiz 3h e ele 3h30 min.....(claro que ele fez os 70 e eu fiz os 40....mas 30 min são sempre 30 min), parabéns Filipe pelo teu 8º Lugar na maratona......

A toda a organização um muito obrigado......


Fotos em:





TRACK:




Paranhos




domingo, 1 de maio de 2011

Silveira – Fátima 01-05-2011

Começou bem cedo a nossa “peregrinação” eram 6h30 da manhã já o meu ferrinho se dirigia para o altar á nossa Sra. de Fátima na Silveira para me abençoar na jornada que aí vinha, e também para a foto da praxe. Toca de dar ao pedal para me encontrar com o Póvoa na BP dos Casalinhos e para daí seguirmos em direcção a Torres Vedras a fim de nos encontrarmo-nos com a Ana a 3ª e ultima companheira de viagem. Com a hora de encontro marcada para as 7h10 foram só 30 minutos que tivemos que esperar pela Ana, como de costume os horários não são o forte dela. Estando juntos lá recomeçámos a nossa viagem em boa velocidade, breve paragem no Bombarral para um cafezinho e prosseguimos viagem. A boa disposição era constante… foto aqui e ali, quilómetro atrás de quilómetro fomos passando as localidades e cumprimentando as gentes. O Póvoa estabeleceu o objectivo de “estar a penar” ás 10h, ou seja estar a subir a N8 em Alfeizerão ás 10h. Sabendo que a “minha falange de apoio” estava á minha espera na Tornada aumentei o ritmo para que os meus colegas do pedal não tivessem que parar. Breve paragem para me encher de força com os beijos e abraços da filhota e da patroa, sem terem parado o Póvoa e a Ana já lá iam e tive que me aplicar para os apanhar, pagando depois a factura na subida para as 3Torres (Alfeizerão). Devagar devagarinho cheguei lá acima e aproveitei para parar, para descansar e ligar para o Restaurante Santa Rita, para confirmar a ementa do almoço. Dali a Alcobaça foram cerca de 5 kms literalmente a voar, visto ser a descer e sem nenhum vento. Atravessámos Alcobaça mesmo pelo meio da praça (ao jeito do ciclocoss), e começamos as subidas, 1º a de Aljubarrota que nunca mais acabava, breve paragem na Cruz da Légua para reforço alimentar, onde aproveitei para esfregar os músculos com o abençoado voltarem, visto os ditos já se começarem a queixar. Retomadas as pedaladas era tempo de me começar a mentalizar para a subida que aí vinha, visto faltarem alguns quilómetros para a Batalha e daí até Fátima ser, como o Póvoa diz, “sempre a penar” ou seja sempre a subir… Os últimos 10kms foram-me bastante penosos, o Póvoa e a Ana estavam nas sete quintas, subir é com eles, e eu começava a temer não conseguir chegar a Fátima… Unicamente com a pretensão de cumprir a promessa, pensei comigo mesmo que desistir era impensável, nem que demorasse 2h até Fátima… Não sei quanto tempo demorei, mas desde a Batalha a Fátima foi no mínimo 1h só com uma paragem… Ao ver o Póvoa e a Ana à minha espera, ganhei novo alento e os ultimos 4 quilometros, apesar das dores nas pernas e das cainbras pedalei com garra sabendo que faltava muito pouco para o Santuário. Tivemos o previlégio de assistir ainda ao fim da celebração que marcou a beatificação do Papa João Paulo II...




Cheguei ao Santuário pelas 12h10 com 5h10 a dar ao pedal… Cumpri todos os objectivos que me tinha proposto… a sensação de dever cumprido foi deliciosa, rezar á Mãe de todas as mães a agradecer… procurar a Família, algumas fotos… e vamos ao banho que já se faz tarde...










Dirigimo-nos ao parque nº3 e aos balneários do SEPE para o merecido banho e para arrumar as bikes na carrinha.



Ás 14h estávamos no Restaurante para um manjar digno desse nome… Fomos muito bem atendidos, comemos e bebemos muito bem, num restaurante familiar em que sem dúvida também nos sentimos parte dessa família. Pelas 16h era tempo de voltar a casa, fiz o percurso em sentido inverso e interiormente ia pensando para mim mesmo, eu subi isto?!? Consegui!?!
Tenho que agradecer aos meus companheiros de “peregrinação” o Póvoa e a Ana, por serem como são e estarem lá quando é preciso. Ao Vítor por nos estar a dar apoio com a carrinha e pelas palavras de apoio tanto dele como da família do Póvoa na subida do Reguengo do Fetal onde já me faltavam as forças para continuar.
Agradecer também ao Sr. Sérgio, á Família e aos empregados do Restaurante Stª Rita por tão bem nos terem recebido, ficando a promessa de lá voltar sempre que vá a Fátima, assim haja lugar :-).
Agradecer especialmente á minha família por me terem incentivado, antes e durante a minha “peregrinação”.
Por último quero agradecer a Deus e á Sra. de Fátima por tudo…




Fotos aqui







Cumps



RODAS